Em 2026 celebramos a décima terceira edição da Semana da Composição, um evento anual organizado por alunos e professores de Composição da ESML.
Programa:
CONCERTOS
CONCERTO 1 - 3ª feira, 2 Junho 2026 às 20h - Auditório Vianna da Motta
Laboratório de Música Mista José Luís Ferreira da ESML & ESML.PERC
Vera Carvalho - i m p a s t o | Grupo de Percussão da ESML **, Marco Fernandes, direção
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i m p a s t o
Baseado no quadro Starry Night Over the Rhône, de Vincent Van Gogh
texturas. gestos. atmosferas. são as palavras que definem esta obra.
Surge de uma técnica textural da pintura, com o mesmo nome, aplicada como forma de criar altos e expressivos relevos, através de uma aplicação densa da tinta,
e frequentemente utilizada por Van Gogh. Meses antes de ser internado,
Vincent pinta Starry Night Over the Rhône (1888).
O quadro sobre o qual esta obra se constrói é caracterizado, a olho nu, pela beleza e serenidade de uma noite sobre o rio francês, mas, no seu interior, o pintor vive
uma desordem e inquietação constantes.
Esta obra para ensemble de percussão, pretende representar esta ideia de texturas,
ao focar-se na organização do som e no gesto, realçando um lado introspetivo que
procura traduzir a dualidade entre o visível e o invisível, algo para além do que os
olhos (e os ouvidos) veem (e ouvem).
Tomás Duarte - Borboleta | Grupo de Percussão da ESML **, Marco Fernandes, direção
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Para ensemble de percussão, “Borboleta” tem como objeto temático “Teoria do Caos”
A premissa de que pequenas variações num sistema complexo produzem resultados imensuráveis e imprevisíveis em alguns casos.
Dividida em três andamentos, o desenvolvimento da peça é usado para ilustrar a passagem do tempo e o embate entre o desejo de controlo e a realidade das circunstâncias. Convida à aceitação da vida como ela é, pela simplicidade,
não de um destino místico, mas da natureza factual e imprevisível da existência.
Estevão Chissano - O último suspiro |Carolina Carneiro- Trompa, Pedro Pádua - Eletrónica
Esta peça foi concebida no momento em que ainda atravessávamos a pandemia. A humanidade foi encontrada desprevenida, este ser tão cheio de si e quase autosuficiente, mergulhou na fragilidade. O oxigénio tornou-se notável e caro para muitos e infelizmente vários viram os seus familiares e pessoas queridas dando o seu último suspiro. Nesta situação, enquanto o vírus ia tirando de nós pessoas conhecidas, nos agarramos esperançosos na ciência, usando a nossa inteligência para a cura e alguns tendo os olhos postos no Divino. Sendo uma situação que não escolheu raça, nação ou religião, a trompa cria uma ponte oportuna entre as diferentes sociedades pois a sua história começa há milhares de anos, quando o homem aprendeu a usar chifres de animais, ou seja, cornos, como instrumento. Também achei oportuno ter na mesma obra no mínimo duas religiões representadas, a Cristã e a Islâmica. O áudio em árabe é um convite a oração e o outro áudio que é em latim, temos uma oração em que se pede a paz. Esta obra pretende ser, coroado pelo timbre nobre da trompa, um momento não só de escuta musical, mas também de contemplação do dom da vida.
Wenbin Lyu - Adlez | Teoman Özdoğru - Guitarra elétrica
Tobias Krebs - “Schilf II” for prepared Oboe d'Amore & video | Mariana Flores - Oboé, Pedro Pádua - Eletrónica
Emídio Buchinho - Be Composer | ImprovLab do Lab. de Música Mista JLF*
* Laboratório de Música Mista José Luís Ferreira da ESML (Prof. Jaime Reis):
Catarina Crespo & Fruzsina Szücs |Clarinete
Carolina Carneiro & David Ferreira | Trompa
Teoman Özdoğru (líder do ImprovLab) & Hugo Morais |Guitarra elétrica
António Girão & Pedro Pádua | Sintetizador
Mariana Flores | Oboé
Paula Galiana | Violino
** Grupo de Percussão da ESML:
Francisco Franca
Gonçalo Matos
Gustavo Silva
Gil Matos
Óscar do Fundo
Rui Melo
Tomás Jesuíno
Direcção musical: Prof. Marco Fernandes
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CONCERTO 2 - 4ª feira, 3 Junho 2026 às 20h - Auditório Vianna da Motta
Laboratório de Música Mista José Luís Ferreira da ESML
Pedro Branco - Fantasia | Pedro Branco - Piano , Inês Montóia - Vibrafone
Inspirado pela imagética do poema homónimo de Jorge Alecrim, parente do compositor, Mansilha Branco explora o leque de emoções do artista "remador" no seu diverso e fragmentado psique criativo.
Sérgio Azevedo - Peças de Sinos (seleção) | Sérgio Azevedo - Piano
1. Jubilate
2. Sinos através da Neblina
3. Tintinaabulum
4. A rebate
As peças de Sinos, como o título sugere, baseiam-se, cada uma, na sonoridade complexa dos sinos. Não há, nas 11 que constituem o ciclo, duas peças parecidas, e os títulos remetem igualmente para contextos diversos nos quais os sinos são protagonistas.
Åke Parmerud - Dark Harbour | David Ferreira - Trompa, Pedro Pádua Eletrónica
Hugo Morais - Drawing Straight Lines | Fruzsina Szücs - Clarinete , Hugo Morais - Eletrónica
Carlos Caires - Limiar |Catarina Crespo - Clarinete, António Girão - Eletrónica
Limiar, para clarinete solo e electrónica, resultou de uma encomenda da Fundação Centro Cultural de Belém para um espectáculo de música e dança. Foi estreada em Lisboa (CCB) em Outubro de 2002, interpretada por Vitor Pereira (Remix Ensemble), dançada por Martin Nachbar segundo uma coreografia de Lilia Mestre. Limiar é um caminho que se percorre entre vários pares de extremos: da composição do “ruído” à organização das “notas”, da quase-irregularidade à quase-regularidade, do grave ao agudo, do desfocado ao definido, do vazio ao preenchido. A ideia não é a de procurar uma verdadeira integração entre o mundo instrumental e o electrónico, mas antes propor uma lenta transformação de um no outro.
Christopher Bochmann - Selecção de Canções | Armando Possante- Barítono , Ricardo Martins -Piano
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CONCERTO 3 - 6ª feira, 5 Junho 2026 às 20h - Auditório Vianna da Motta
Lucas Gonçalo - A Minha Voz | Inês Moura - Soprano, Tiago Lemos - Encenação
A Minha Voz parte de fragmentos de poemas de Herberto Helder reorganizados numa nova estrutura textual, complementada por algumas frases originais. A peça desenvolve- se como um percurso simbólico dividido em 22 fragmentos, associados a diferentes fases de um crescimento criativo e artístico. Sem assumir uma narrativa autobiográfica literal, a obra inspira-se num percurso pessoal ligado à música, à memória e à transformação artística. Ao longo da peça surgem momentos de infância, descoberta, tensão, repetição obsessiva, colapso criativo e reflexão, atravessados por uma constante dualidade entre referências da música erudita e elementos associados à música comercial e eletrónica contemporânea.
A eletrónica fixa e a escrita vocal foram construídas diretamente a partir das imagens sugeridas pelo texto. Em certos momentos, a voz aproxima-se da linguagem lírica tradicional; noutros, fragmenta-se em whispering, fala rítmica, respirações, vocal fry e secções parcialmente abertas à interpretação da cantora.
A encenação integra-se diretamente na estrutura musical da obra, funcionando como prolongamento físico da transformação progressiva da personagem ao longo da peça. No final, A Minha Voz encaminha-se para um estado de aceitação e continuidade, assumindo o passado, as referências e as diferentes linguagens musicais não como opostos, mas como partes integrantes de uma mesma identidade criativa.
AnnaLuana Tallarita - Improviso |
Iris Bramberger - They all have lied |
Bernardo Jordão - Revenant |ClusterLab , Carlos Marecos- Direção
I guess it might be the wind...
Lucas Gonçalo - Firemount |ClusterLab , Carlos Marecos- Direção
Firemount é uma viagem sonora inspirada na imagem de uma montanha emfogo — uma força da natureza que desperta, que convoca rituais para conter asua fúria, mas que acaba por descansar sem causar destruição.
O primeiro andamento, Slow Awakening, revela o despertar lento e misterioso da montanha, com ritmos saltitantes e texturas rítmicas que lembram o movimento da terra preparando-se para o que está por vir.
No segundo andamento, The Ritual, o som evolui para padrões repetitivos e hipnóticos, evocando uma cerimônia ancestral destinada a apaziguar a montanha.
Finalmente, o terceiro andamento, The Mountain Sleeps, traz uma resolução serena: acordes longos e harmonias suaves refletem a tranquilidade de uma montanha que adormece, após um susto.
Fernando Lopes-Graça - 2 Canções Populares
Carlos Marecos - Canções Populares
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CONCERTO 4 - Sábado, 6 Junho 2026 às 17h - Auditório Vianna da Motta
Fernando Lopes-Graça - Variações sobre um tema popular português | Kateryna Vovk - Piano
Thomas Adès - Blanca Variations | Kateryna Vovk - Piano
Pedro Branco - 3 gravuras de Hompesch | Pedro Branco- Piano
Daniel Hompesch (1948–2017), artista belga radicado em Portugal, co-fundou a Bienal Internacional de Gravura do Douro, em Alijó. A forte amizade entre o pintor e a família do compositor — natural de Alijó — está na origem desta peça. Como tributo ao artista, Mansilha Branco interpreta musicalmente três das suas gravuras.
Bernardo Jordão - Mirages (seleção) | Dinis Brito - Piano
Mirages é um conjunto de miniaturas que tem como objetivo explorar novas técnicas no piano, que até à data, ainda não tinha explorado. Cada miniatura tenta transmitir uma ideia abstrata do mundo real, procurando explorar uma fórmula/conceção/técnica diferente em cada uma delas.
Miguel Tiago Moura - Pierrot Solar | Miguel Tiago Moura- Piano
Num lugar de Itália, de cujo nome não quero lembrar-me, viveu um homem chamado Pedrolino. Depois atravessou os Alpes, mudou o nome para Pierrot e passou os anos seguintes a sofrer por amor. O problema é que Colombina raramente lhe corresponde: prefere Arlequim, sedutor e ladrão de corações, deixando Pierrot aos seus devaneios, às lágrimas e, com o passar dos séculos, à poesia.
O título surgiu durante a escuta, numa tarde de Maio, da obra-prima de Schoenberg, Pierrot Lunaire, que há muitos anos me faz comichões: parecia haver uma incompatibilidade entre a música que saía das colunas e a luz que entrava pela janela. Partindo dos poemas de Albert Giraud, que inspiraram Schoenberg, proponho uma nova leitura de Pierrot, menos desassossegado e menos lunar, e um pouco mais bronzeado. Esta obra é, por isso, uma homenagem a Schoenberg, mas sujeita a alterações atmosféricas: depois de tantos anos a sofrer, talvez Pierrot mereça um dia de praia.
Inês Pinto - Wind | Joana Pessoa - Guitarra Clássica
“Em passos largos, o vento visita os montes e as aldeias,
as pontes e os faróis. Atira-se para o mar e sopra as ondas lá longe.
Sopra os cabelos da senhora, rouba o balão da criança e faz voar as folhas amarelas.
De vez em quando acalma e refresca as caras molhadas.
É a brisa que se diz suave, mas imprevista. Volta a empurrar a copa das árvores, enrola os lençóis nos estendais das janelas e morre de repente, sem deixar saudades.”
Cristina Pinto
Rose Roberts - Memory of a Place Beyond Time | Gustavo Cruz - Guitarra Clássica
I find the sound of the classical guitar evokes something ancient, a feeling of being
in touch with something that is anthropological in a way. It feels as if communicating with a genetic memory of ritual, dance and community, the bedrock of cultures throughout the world and a practice which has close ties to plucked instruments dating back thousands of years. “Memory of a Place Beyond Time” draws from this inspiration by incorporating techniques and sound worlds from different cultures and who have their roots in popular tradition.
Dinis Brito - Improviso | Dinis Brito - Piano
Lowell Liebermann- Gargoyles | Pedro Nunes - Piano
António Correia - 4 studies for children | Tiago Mileu - Piano
Solange Azevedo - Clarão | TrioAro: Diogo Cocharra - Clarinete, Adriana Gonçalves - Violoncelo, Miguel Perdigão - Piano
“Clarão
O que isto é, viver!
Abrir os olhos, ver
E ser o nevoeiro que se vê!
Nevoeiro ao nascer,
Nevoeiro ao morrer
E um destino na mão que não se lê”
Miguel Torga em "Diário" (1942)
Clarão é um título que sugere uma iluminação repentina. Mas essa claridade contrasta com o conteúdo do poema. Esse contraste sente-se logo nos primeiros compassos com o ataque do piano surgindo como um clarão, seguido de uma reação que procura, tenta entender, explora o desconhecido.
A música acompanha cada verso do poema, conduzindo-nos como num percurso, onde o espaço sonoro reflete o espaço poético. O nevoeiro aqui não é apenas obstáculo, mas também mistério: é incerteza, procura, caminho. É ver e não ver, avançar sem saber ao certo para onde - e encontrar, nessa indeterminação, uma beleza própria. Sempre gostei do nevoeiro, por não permitir ver em redor. Ao mesmo tempo é inquietante e acolhedor, como um manto que nos cobre e envolve tudo à nossa volta. Clarão fala-nos deste paradoxo: a luz que ilumina, mas também revela os contornos difusos da vida, feita de dúvidas e de destinos invisíveis.
Em 2026 celebramos a décima terceira edição da Semana da Composição, um evento anual organizado por alunos e professores de Composição da ESML.
27 de Maio, 4a feira, 11:00 - Sala 0.60
Subsídios para a morte do artista - Música contemporânea: a inocência perdida? - António Jorge Pacheco
Quanto mais faço amor mais vontade me dá de começar a Revolução; quanto mais Revoluções começo mais vontade me dá de fazer amor (graffiti nas paredes de Paris em 1968)
28 de Maio, 5a feira, 11:00 - Pequeno Auditório
_Peças-instrumento_? - Mariana Dionísio
Numa conversa sobre a maneira como aborda a composição enquanto improvisadora e performer, Mariana Dionísio partilha alguns dos mecanismos de composição que fazem do seu ensemble vocal LEIDA um instrumento.
28 de Maio, 5a feira, 11:40 - Pequeno Auditório - António Pinho Vargas
2. Depois posso olhar para composições que escrevi na tradição da música escrita europeia clássica ou erudita e posso medir o carácter milagroso que bastantes vezes se concretizou nas estreias ou nos concertos a que pude assistir. Para mim os aplausos do público ou, mesmo, os seus gritos são importantes.
De idêntico modo posso lembrar-me dos 3 dias das gravações do CD Lamentos — depois de 5 anos sem ouvir música com auscultadores — pude ouvir aquela música, aquelas 3 obras: a Sinfonia (subjetiva), os Concertos para Violino e Viola tocados pela Orquestra Metropolitana de Lisboa e as suas solistas Ana Pereira e Joana Cipriano, de forma admirável e muito comovente. Parece-me ser impossível ouvir aquele disco sem que paire no ar um espanto perante aquilo que é raro: falo da composição e dos intérpretes. Aparentemente, pode parecer um exagero, mas se for, estou muito convicto dele.
3. Fui professor 28 anos na Escola Superior de Música de Lisboa. A lista dos meus alunos é demasiado grande para aqui a poder referir.
Segunda parte: o sublime
4. Immanuel Kant no parágrafo número 49 da sua Crítica da Faculdade de Julgar ou do Juízo de Valor, trata das faculdades do ânimo que constituem a possibilidade de uma arte sublime. Segundo o filósofo francês Philippe Lacoue-Labarthe, Kant definia aí aquilo que considera “alma de uma obra”, “o princípio vivificante de uma obra”, “aquilo que lhe dá vida”, “o princípio vivificante de ânimo dos pontos este suplemento ou “acréscimo de vida” que excede aquilo que se poderia chamar, com Diderot (outro filósofo francês, mas este filosofo iluminista do século XVIII ) “a simples técnica”. Esta divisão não deixa de nos perturbar e enriquecer o pensamento.
5. Continuando a seguir Lacoue-Labarthe, a Alma é simples e literalmente o que anima um poema, uma narração, um discurso, este princípio não é nada além da faculdade de apresentação das Ideias Estéticas, dessas representações que dão “muito a pensar” sem que, contudo, qualquer pensamento determinado, isto é, um conceito possa ser-lhe adequado. Consequentemente nenhuma linguagem alcança inteiramente nem o pode tornar compreensível. Esta contestação do pensamento conceptual como diverso do pensamento estético percorre muitas páginas de Adorno.
Terceira parte: a composição
6. Neste ponto interrogo, ou melhor, interrompo a minha leitura de Kant sobre o sublime com Lacoue-Labarthe para isolar os aspetos principais: anima vs técnica, portanto ânimo (de Kant) versus técnica (de Diderot). Continuo: a técnica será o nosso conhecimento elementar sem o qual se pode dizer que “nós não sabemos música”.
7. Se não soubermos música não sabemos sequer o que acontece numa Sonata de Mozart, qual é a sua tonalidade, qual é o momento em que muda para a dominante, como é que o faz, qual é o percurso que ele conduz na progressão, para o tornar próprio da forma Sonata que, diga-se, raramente corresponde completamente à forma Sonata tipo. O modelo apresentado já depois da morte de Haydn, Mozart e Beethoven por Carl Czerny depois de 1820 como nos ensinas Charles Rosen, no seu livro The Classical Style.
Só li esse livro comprado entre 1979 e 80 é que fiquei a saber que a forma Sonata tal como nos era descrita nas aulas do conservatório de piano ou de composição nos anos 70 ou 80 era afinal aquilo que Czerny tinha procurado resumir do grande número de obras do estilo clássico.
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1 de Junho, 2a feira, 11:00 - Pequeno Auditório
Ópera em portugal, uma revolução em curso - Jorge Salgueiro
Com o surgimento em 2023 dos apoios dedicados à criação de ópera por parte da Direção- geral das Artes, novas formas de criar e produzir ópera surgiram em pequenas companhias. Irei abordar o caso que melhor conheço, o da Associação Setúbal Voz, e conceitos que aí surgiram, como a Ópera para Bebés, Ópera no Bairro, e novas formas de criar e formar públicos e novos intérpretes.
1 de Junho, 2a feira, 12:00 - Pequeno Auditório
A musicalidade do cinema como modelo composicional - Daniel Moreira
Música e cinema partilham um conjunto de denominadores comuns, enquanto artes do movimento, do ritmo e do tempo. Nesta comunicação, exploro algumas das consequências dessa afinidade no meu trabalho como compositor. Partindo de uma breve análise da musicalidade de certas práticas cinematográficas e da influência do cinema sobre o pensamento de vários compositores, percorro o modo como várias peças de minha autoria se inspiram na musicalidade do universo cinematográfico, em aspetos como a montagem, o movimento de câmara, a estrutura narrativa e o som.
1 de Junho, 2a feira, 15:00 - Pequeno Auditório
Workshop de Gestão de Carreira Artística - Vanessa Pires – Artway (sessão de 90 minutos)
Este workshop oferece uma visão prática e estratégica sobre a gestão de carreiras artísticas, nomeadamente na área da música. Com base na sua experiência como gestora de projetos, programadora artística e violoncelista, Vanessa Pires aborda temas essenciais para futuros músicos profissionais, tais como:
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2 de Junho, 3a feira, 11:00 - Pequeno Auditório
2 de Junho, 3a feira, 11:40 - Pequeno Auditório
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3 de Junho, 4a feira, 11:00 - Sala 0.60
Ti Chitas, a voz que é uma montanha: trajetos para a construção de uma ‘ópera- cancioneiro’ - Teresa Gentil | Inet-MD
Nesta comunicação proponho uma reflexão sobre o processo de criação literário-musical da ópera Ti Chitas, a voz que é uma montanha, estreada recentemente no CCB (26/02/2026). O projeto resulta de uma investigação etnomusicológica ao redor da voz da pastora e tecedeira Ti Chitas (Penha Garcia, 1913 - 2003), figura incontornável da música de matriz rural portuguesa.
A partir dos registos fonográficos da cantora e adufeira, construiu-se um objeto artístico em que a sua voz assume um papel estruturante, articulando memória(s), música, dramaturgia, espaço cénico e visual. A comunicação procurará evidenciar os trajetos de criação que conduziram à construção desta ‘ópera-cancioneiro’, refletindo sobre as possibilidades de transposição do arquivo etnomusicológico para o contexto da criação contemporânea.
3 de Junho, 4a feira, 12:00 - Sala 0.60
Criação e investigação artísticas nos territórios do «entre»
António de Sousa Dias | Universidade de Lisboa/CIEBA
Esta comunicação propõe uma reflexão sobre a relação entre criação e investigação artísticas a partir dos territórios do «entre»: espaços em que categorias como teoria e prática, som e música, obra e processo deixam de bastar para descrever certos modos de fazer. A partir de exemplos da minha prática enquanto compositor e criador no domínio da música, da criação sonora e de formas intermediais, procurarei mostrar como determinados processos artísticos não apenas mobilizam reflexão, mas constituem eles próprios formas de pensamento, experimentação e produção de conhecimento.
A Escola Superior de Música de Lisboa manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de Nuno Pereira, estudante do curso de Direção Coral e Formação Musical (DCFM).
O Nuno fazia parte da comunidade académica da ESML há vários anos, conciliando os estudos com a sua vida profissional e familiar, enquanto trabalhador-estudante e pai de três filhos. Apesar das exigências da vida pessoal e, mais recentemente, da doença oncológica que enfrentava, manteve sempre uma forte ligação ao curso e um interesse genuíno pela sua formação musical.
No presente ano letivo, encontrava-se inscrito nas unidades curriculares de Práticas de Iniciação Musical e Direção Coral, continuando o seu percurso académico com dedicação e perseverança.
A ESML recordará o Nuno pela sua determinação, interesse e presença junto da comunidade escolar, endereçando à família, amigos, colegas e professores as mais sentidas condolências neste momento de profunda tristeza.
A Orquestra Sinfónica e o Departamento de Canto da ESML apresentam nos próximo dia 30 de maio, sábado às 17h00 e na véspera, dia 29 de maio, às 21h00, ambos no Auditório Vianna da Motta, o seu ultimo programa da temporada de Orquestras ESML 25-26, onde interpretarão obras de Beethoven, Mendelssohn, Brahms.
Programa
Elegisher Gesang Op. 118 (1814) Ludwig van Beethoven (1770–1827)
Soprano: Andreia Alves
Geistliches Lied Op. 30 (1856) Johannes Brahms (1833–1897)
[Orq. Vasco Pearce de Azevedo (n. 1961)]
Soprano: Rita Martins
Direcção | Vasco Pearce de Azevedo
Auditório Vianna da Motta | Entrada livre sujeita à lotação do espaço
A Orquestra Sinfónica e o Departamento de Canto da ESML apresentam nos próximo dia 30 de maio, sábado às 17h00 e na véspera, dia 29 de maio, às 21h00, ambos no Auditório Vianna da Motta, o seu ultimo programa da temporada de Orquestras ESML 25-26, onde interpretarão obras de Beethoven, Mendelssohn, Brahms.
Programa Ensaio Geral
Elegisher Gesang Op. 118 (1814) Ludwig van Beethoven (1770–1827)
Soprano: Inês Matos
Geistliches Lied Op. 30 (1856) Johannes Brahms (1833–1897)
[Orq. Vasco Pearce de Azevedo (n. 1961)]
Soprano: Inês Moura
Direcção | Vasco Pearce de Azevedo
Auditório Vianna da Motta | Entrada livre sujeita à lotação do espaço
No dia 18 de maio, os estudantes da unidade curricular de Técnicas de Som I tiveram a oportunidade de assistir a uma palestra conduzida pela empresa Vicoustic, representada pelo seu Diretor Comercial, Mário Inácio. A sessão incidiu sobre as seguintes temáticas:
A apresentação teve como principal objetivo abordar, de forma acessível e sustentada na prática profissional, a influência do espaço acústico nos processos de captação, monitorização e tomada de decisões técnicas em contexto de produção sonora. Foram igualmente discutidos os erros mais frequentes associados a salas de pequena dimensão e home studios, bem como critérios fundamentais de tratamento acústico aplicados a diferentes tipologias de espaços.
Durante a sessão, foram analisados casos práticos ilustrativos de intervenções “antes e depois”, permitindo uma compreensão mais concreta do impacto do tratamento acústico no desempenho sonoro dos espaços. Adicionalmente, foram apresentados diversos materiais, soluções e projetos desenvolvidos pela Vicoustic, contribuindo para uma abordagem visual e tecnicamente contextualizada das problemáticas abordadas.
Tratou-se de uma sessão de carácter transversal, articulando conhecimentos de técnica de som, escuta crítica e acústica aplicada, revelando-se particularmente relevante para estudantes com diferentes interesses e perfis formativos no domínio do áudio e da produção sonora.